Mostrando postagens com marcador PESSOAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PESSOAS. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de agosto de 2010

O mundo é um ovo de codorna!


Dois exemplos deste mundo-aldeia: ]

. Sexta, na sala de aula, vi o sobrenome de um colega de turma, de São Paulo. Mesmo sobrenome do meu cunhado. Perguntei: descobri um sobrinho do meu cunhado por aqui, estudando na mesma sala, na mesma escola, na mesma cidade. É este aqui, Guilherme Tommasini.

. Sábado, no meio do nada no Alguonquim Park. Um canadense simpático oferece a um grupo de quatro pessoas duas canoas para a gente dar uma volta num lago. Recusamos, mas continuamos o papo. Pois não é que o infeliz morou em Taguatinga? Trabalhou na Telebrasília nos anos 90? E disse que morou no hotel San Marco por um ano?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Figuras impagáveis


A diversidade aqui em Toronto se expressa também nas "figuras" que a gente encontra na rua ou no transporte público. Por duas vezes, flagrei meninas indo para festas. Uma dupla parecia a caminho de um baile a fantasia. Ontem tinha uma com uma bandana prateada tentando segurar o cabelo desgrenhado, do mesmo tecido do vestido brilhante. Nas duas vezes, tive vontade de perguntar: "De que planeta você veio, minha filha?". Claro que me contive.
Figuras anônimas que às vezes parecem velhos conhecidos. Na minha turma da tarde tem um árabe breguíssimo, de cabelo liso grande, boné e camisetas de grupos de heavy metal. O baiano Mateus, meu companheiro de classe, já apelidou o rapaz de "Frank Aguiar". Não consigo mais olhar para ele sem rir. Para completar, hoje, no metrô, gargalhei sozinho vendo uma senhora gorda esparramada pela cadeira, cheia de pacotes. Juro, me lembrou os velhos tempos d'Os Trapalhões, com o Musum usando peruca preta de mulher. Pois o Mussum reencarnou no metrô de Toronto!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Salva-vidas & vidas a serem salvas


Dois grupos de pessoas têm me impressionado desde que cheguei em Toronto:

. os salva-vidas são eficientíssimos. São daqueles de filme, que ficam na torrezinha na praia observando tudo. Mas aqui, eles são preventivos também. Têm um botezinho e se alguém se afasta um pouquinho da praia - e olhe que aqui é lago, só tem marola - eles remam e fazem um passeio bem ao lado do afoito. Ah, e ninguém na praia pode sentar em frente à torrezinha. O caminho tem que estar livre até a água, para qualquer emergência.

. os sem-teto aqui também são diferentes. Quase todos limpos,brancos (cara de canadense original), com roupas inteiras, andam pelas ruas ou ficam pelas calçadas pedindo um trocado. Pelas informações que tive, a maioria não é estruturalmente pobre, mas teve algum problema na vida - álcool, drogas, problemas mentais - e foi tratado pelo sistema de saúde, que não interna ninguém e não pode obrigar as famílias a aceitarem os marginalizados de volta. Na esquina de Yonge e Dundas, tem um senhor com a Bíblia na mão que de vez em quando se exalta e assusta muita gente. Hoje entrou um cowboy no meu ônibus que também metia medo.

sábado, 31 de julho de 2010

Meus amigos alemães




Uma boa surpresa desta viagem: conhecer melhor os alemães. Não sei se dei sorte, mas os que conviveram comigo aqui em Toronto são muuuuuuuuito legais. Tem a Alina, esta loira alta que está comigo no aeroporto. Dezoito anos, de uma cidade do norte da Alemanha, doce, tranquila, dei pra ela uma pulseirinha com bandeiras do Brasil que eu tinha comprado na feira da Torre de TV. Pronto, a menina não tirou mais o adereço do braço e se disse "metade brasileira". Minha amiga carioca apresentou a ela a música evangélica brasileira e ela adorou. Foi embora no sábado passado. Hoje vai embora outra "figura" alemã, o Sebastian, este do bonezinho. Vinte anos, de uma cidade perto de Frankfurt - nunca entendo o nome das cidades e ficou com vergonha de pedir para a pessoa repetir a terceira vez. Ficou 6 semanas em Vancouver e 6 em Toronto. Um garoto totalmente "da paz". Amanhã vou ao Zoológico com mais duas alemãs: Vipka e Nicole. E na segunda chega meu novo colega de casa, que também deve ser alemão. Depois de encontrar estes jovens, fiquei com mais vontade de conhecer a Alemanha.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Piada pronta

Já falei sobre o meu amigo coreano chamado Koo. Hoje conheci uma brasiliense (mora na 216 norte, a duas quadras de mim e eu não conhecia) chamada Shana. Vcs acham que eu deveria apresentar o Koo à Shana????Ou deixo eles se encontrarem naturalmente?????

sábado, 24 de julho de 2010

Comida é pasto II


Fotos acima: eu e meu professor Anthony, um cara muito legal. E a turma da manhã, com predomínio dos olhos puxadinhos. Abaixo, a turma da tarde. A professora (Liz) não parece a irmã mais nova da Dona Benta? E reparem nas duas gêmeas francesas, Veronique e Laurence. A gente sempre pedia para elas sentarem no mesmo lugar, senão não dava para saber quem era quem.




Sexta-feira de despedidas na escola. Três pessoas da turma (dois brasileiros e uma tcheca) estão indo embora neste sábado. E a partir de segunda, mudam as turmas e os professores. A sessão de fotos foi demorada.
Um grupo de 8 estudantes fomos almoçar juntos. Bagaceira total! O restaurante se chama Mandarim e tem um apelo sugestivo:"All you can eat". Paga-se $ 12 e pode comer quanto quiser. O problema é a oferta: são oito "ilhas" de comida, com tudo o que vc puder imaginar. E as pessoas querem comer o tanto que acham que compensa o gasto. A certa altura, adverti meu colega coreano que não queria levar ninguém para o hospital. O animal comeu 5 pratos de comida e 2 de sobremesa. Quando soube que só faltavam 20 minutos para o restaurante fechar, outra coreana deu um salto mortal duplo e em 30 segundos estava na "ilha" dos doces. Trouxe comida para 20 pessoas e com mais 2 ou 3 pessoas, raspou o prato. Credo! Tive que andar uma meia hora para fazer a digestão.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Haja diversidade cultural!

Pela segunda vez, me deparo com uma cena insólita no banheiro masculino da escola: enquanto alguns de nós escovamos os dentes, depois do almoço, um rapaz da Arábia Saudita, calçando chinelos, lava o pé na pia, sem cerimônia alguma. Visão desagradável aquela água preta escorrendo.....Tento respeitar a diversidade, mas às vezes é difícil.....

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Meus amigos coreanos IV

Hoje fui apresentado a um coreano chamado Koo. Pronuncia-se cu. Precisa dizer mais alguma coisa? O menino já apertou a minha mão rindo, porque já traduziram o nome dele. Vi o Koo subindo a escada depressa, o Koo no elevador, o Koo na máquina de refrigerante. Pelo que observei, o Koo é muito popular na escola, principalmente entre os brasileiros.

sábado, 17 de julho de 2010

Colegas que se vão....


A primeira colega do grupo "dos mais chegados" a ir embora. Tigui (ou Digui, ou Tidi, em 3 semanas convivendo diariamente, não consegui entender direito o nome dela). É a globalização em pessoa: filha de tibetanos, mora perto de Zurique, na Suíça. Fala umas 5 línguas e veio aperfeiçoar o inglês. Doce, educada e linda, parece uma Miss Tahiti. A foto não faz jus à beleza dela. Característica principal: faz caretas o tempo todo, mostrando desaprovação, susto ou dúvidas com o inglês. Fez uma careta quando eu respondi minha idade para ela. Fez outra quando o meu colega coreano disse que gostava de mulheres baixinhas e gordinhas. É a careteira mais bonita que já conheci.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Só os óculos de fora

Na cidade multicultural, as burcas estão por toda parte. Confesso que me metem medo. Ontem estava tranquilo no metrô, quando entraram duas moças? (senhoras? homens? não dá pra garantir nada) cobertas de preto da cabeça aos pés. Só os óculos apareciam. E ainda estavam com luvas pretas. Sentaram bem do meu lado. Falavam uma língua que não era árabe. Me deu um frio na espinha. Mulheres-bomba? Dei graças a Deus quando a minha estação chegou. Geralmente, tendo a aceitar as diferenças culturais-religiosas-étnicas sem problema nenhum, respeitando cada particularidade, credo ou opinião. Mas as burcas me amedrontam. Nunca mais vou me esquecer da mulher de burca com um carrinho de bebê num trem entre a Suécia e a Dinamarca, em 2008. Tenho pena delas. E medo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Meus amigos coreanos III

Essa ouvi de Toguin, um dos coreanos que estão ao meu lado nas aulas matinais. No livro de inglês, fotos e textos de várias cidades turísticas do mundo. Uma do Rio. O coreano vira pra mim e pergunta: "Quem é essa mulher enorme de braços abertos?". Respiro fundo e respondo:"Esta é a estátua de Jesus Cristo". E ele: "E quem é esse Jesus Cristo?". Desisto e abrevio o papo: "Não dá pra explicar em 30 segundos. Depois te falo quem ele é". E eu que pensava que JC era famoso...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Azedinho.....

Calor insuportável para os padrões canadenses. Em Ottawa, a capital, fez 42 graus na quarta-feira. Em Montreal, o populacho lotou as piscinas públicas. Aqui em Toronto, haja protetor solar, porque o sol queima mesmo! Mas nem o calor faz este povo aqui ficar mais cheirosinho. Perguntei ao Anthony, meu professor, e ele foi categórico: um banho por dia é a regra. Aquele banho da manhã, antes do trabalho. Segundo banho, só em casos especiais, como um encontro profissional ou amoroso. Ou então depois do exercício físico. Fora isso, babau. O calor de 34 graus não está na lista das exceções. Resultado: ontem, ao entrar no trem do metrô na estação College, veio uma lufa de ar quente com um cheirinho meio azedo. Tive de aguentar durante 5 estações. Os trens normalmente têm ar condicionado, mas houve diversas panes em estações elétricas nesta semana por causa do calor excessivo. Sobrou para o meu nariz. Povo porco!!!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Meus amigos coreanos II

Mais coreanos na parada. Chegou uma aluna nova, que disse ter 33 anos mas tem cara de 23. O nome dela? Pronuncia-se Ê Um (ê mizifia!!!). Com ela descobri mais uma curiosidade do mundo coreano: eles contam a idade diferente da gente. Um ano a mais: é a conta do tempo em que o indivíduo fica na barriga da mãe. Pode? E quem ficou só sete meses, como eu? Não interessa - me disse Ê Um. Eles arredondam tudo para um ano.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Cataratas de asiáticos







Feriado, Dia do Canadá (quinta-feira), sol a pino, quarenta seres humanos de 500 nacionalidades na estrada para Niagara Falls. Primeira parada numa vinícola, para degustação. Erro estratégico: duas da tarde, ninguém com almoço na barriga, três goles de três vinhos, o resto do percurso foi alegre......Segunda parada em Niagara-on-the-lake, uma cidadezinha que parece construída no Projac, entupida de turistas, muitos canadenses vestidos de bandeira canadense e um hot-dog delicioso. Última parada em Niagara Falls, a cidade fake, parece uma Las Vegas canadense. O que vale é a cachoeira, pegar o barco e chegar pertinho, tomar um banho à força, desembocar numa lojinha - o fim do arco-íris é uma lojinha de presentes, tenho certeza - e depois comer e beber. Num palco ao ar livre, um show com repertório variado - de ACDC a clássicos dos anos 70. As 22h, pontualmente, queima de fogos. Não vou dizer que não é bonito, mas Copacabana no Ano Novo parece - pela televisão - mais atraente. Saldo? Um dia divertidíssimo, tentando me esquivar de 10 mil asiáticos na calçada das cataratas. Me senti no Cairo (ou melhor, na idéia que tenho do Cairo). Indianos, árabes, muitas mulheres muçulmanas, muitos hermanos, muito tudo. Valeu passar o feriado canadense ouvindo eles cantarem o hino e agitarem as bandeirolas.

Meus amigos coreanos

Acho que já tenho as próximas férias garantidas na Ásia. Meus amigos sul-coreanos estão em toda a parte. Chegam a Toronto para estudar por, no mínimo, quatro meses. São tímidos, falam muito baixo, a pronúncia em inglês é sofrível - me explicaram que não tem "f" nem "r" na língua deles - mas eles são muuuuuuuuuuuito gente boa.
Nas aulas da manhã, sento entre Jaimim e Toguin. Na minha frente, Yuna. Logo depois, Hede. Depois, Stella. Jaimin parece um professor de Matemática, Toguin lembra um herói de filme de kung fu, mas os dois me ajudaram muito nos primeiros dias. Toguin ficou orgulhosíssimo hoje porque Yuna o comparou a um ator de cinema coreano. Yuna em sala de aula é uma menina tímida, de óculos pretos e roupas discretas. Mas nos nossos passeios, se transforma em uma bonequinha linda, bem arrumada, pele de porcelana. Stella é a doidinha: cabelo vermelho e encrespado no salão, ri o tempo todo, tem duas bochechas enormes e no segundo dia de aula disse pra turma tomar cuidado comigo, que eu era muito perigoso. Brincadeira do suiço Pascal, meu companheiro de casa, que é amigo da Stella. Ah, o nome verdadeiro da Stella é impronunciavel - ela sabe disso e, como muitos coreanos por aqui, resolveu adotar nomes ocidentes. À tarde, Stella novamente na sala de aula, junto com Jason (tb não consigo falar o nome coreano dele). Já sei muita coisa sobre Seul......

Cléeeeeeeeeeeu!!!!




Quarta-feira foi a festa de boas vindas para os novos alunos. O que esperar de uma noite em um nightclub que toca música brasileira e mexicana e atende pelo nome de Momentos? Eu esperava Jane e Herondy de costas um para o outro cantando, mas eles não vieram. Veio uma horda de jovens de todas as partes do mundo, que entupiu o local a partir das 21h30. No início, o de sempre: rapazes em grupo, de um lado, como predadores sedentos; moças do outro, algumas sabendo que serão a próxima vítima da cadeia alimentar. Bebida cara (US$ 5 a garrafa da cerveja Canadian, da Molson) e fraca. Vídeos hispânicos breguíssimos. Vi beijos entre casais intercontinentais, muita gente bêbada com a primeira garrafinha - muitos deles longe dos pais pela primeira vez, imagina a festa - e diálogos confusos em línguas longe do inglês padrão. O ponto alto (???) foi uma sessão dedicada ao funk carioca. Nunca pensei que viveria o bastante para ver popozudas suíças e tchutchucas sul-coreanas dançando o Créu. Aliás, Cléu, como me disse uma asiática. Mas vi e sobrevivi. A juventude é abençoada!!!!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Figuras no ônibus

Pego o ônibus 34 todo dia para ir para a escola. É claro que fico prestando atenção nas "figuras". Pela manhã, um negro passou os 25 minutos da viagem falando com várias pessoas no celular: ele usava o celular como microfone e um fone de ouvido. A impressão que eu tive é que ele falou as mesmas três frases a viagem inteira, coisas desconexas. A segunda frase sempre começava com "man, man" e a terceira com "man, man, man". Parecia um mantra. Uma figura negra e magrela, vestido como um cantor de rap.
Na volta, outra figura: uma mulher, também negra, sentou do meu lado cheia de pacotes. O cabelo dela é que era o tchan: parecia aquele lado verde da esponja de lavar panelas, só que a cor era vermelha.
Legal é ver o tratamento destinado aos "handicaped". Uma mulher com um carrinho super elaborado fez sinal para o onibus. O motorista parou, abaixou uma fileira de bancos, acionou uma rampinha. A mulher entrou e fez mil manobras para "estacionar" no ônibus. Alguns km depois, desceu. Todo mundo esperou, pacientemente.....