segunda-feira, 5 de julho de 2010

No meio do lago tinha uma ilha






















...que se chama Toronto Island. Um lugar maravilhoso, ferry-boat a US$ 6,50, boa comida na ilha, muito mato, os meio-ricos com suas lanchas ancoradas, etc.....Vejam as imagens. E vejam a multidão, tinha muitos indianos e árabes, como sempre. De lá, Toronto parece ainda mais bonita.

Parada Gay III - A Revanche





































Foram exatas 2 horas e 50 minutos de Parada Gay. Ou, como diria meu saudoso amigo Kildare, uma "surra de viadagem". Calor de 32 graus, sombra disputadíssima, dezenas de pessoas mais altas na frente, dificuldade de tirar fotos. Mas foi divertido! Parecia desfile de escola de samba - só que eles perderiam pontos na Marquês de Sapucaí, porque deixaram dois grandes "buracos" durante a apresentação. Nunca vi tanta bicha na vida e nunca vi tanta subdivisão no mundo gay. Tinha os policiais gays, os jogadores de futebol americano gays, os anglicanos gays, os católicos gays, os ateus gays, os judeus gays, os asiáticos gays, as enfermeiras lésbicas,todos arrumados em alas. Fiquei esperando os gays universitários descendentes de marroquinos ou as lésbicas que só cortam as unhas dos primeiros quatro dedos da mão direita. Haja individualidade! Destaques? Os velhinhos pelados que coraram os asiáticos e suas câmeras. Pra mim, no entanto, a consagração foi a bicha da bolha. Uma bicha vestida de lula (o animal marinho, óbvio) azul, balançando os tentáculos. Ela entrava e saía de uma bolha de plástico gigantesca. Dez! Nota dez! Pena que a multidão não me deixou fotografá-la. No final, drag queens e rapazes pra lá de "à vontade" se deixaram fotografar pelos turistas. E os bombados sem camisa foram tomar banho de espuma na Dundas Square (Dundas, com d, viu!). Hoje me disseram que Toronto quer se tornar sede da maior parada gay do mundo. Não duvido não.

sábado, 3 de julho de 2010

Solidariedade aos canarinhos

É impressionante o poder que uma camisa da Seleção Brasileira tem no exterior!Antes do jogo Brasil x Holanda, boa parte da minha escola estava "colorida" de amarelo. Demonstrações de patriotismo raramente vistas....Uma pernambucana da minha sala assistiu metade da aula enrolada na bandeira brasileira! Depois do jogo, tristeza geral, mas....se a vida continua aí, que dirá aqui! À tarde, nas ruas, a minha camisa virou o meu cartão de visitas. Muita gente que não conheço me parou nas calçadas e no shopping para expressar solidariedade. Um indiano falou alguma coisa em alguma língua que não conheço. E os parcos holandeses não perderam a chance de tirar sarro. Nas lojas, as camisas brasileiras vendidas antes a US$ 10 estavam por US$ 5 e, pelos nossos prognósticos, deverão ser vendidas a US$ 1 para serem aproveitadas pelo menos na Parada Gay, já que nosso amarelinho é tão berrante. Santa humilhação, Batman!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Cataratas de asiáticos







Feriado, Dia do Canadá (quinta-feira), sol a pino, quarenta seres humanos de 500 nacionalidades na estrada para Niagara Falls. Primeira parada numa vinícola, para degustação. Erro estratégico: duas da tarde, ninguém com almoço na barriga, três goles de três vinhos, o resto do percurso foi alegre......Segunda parada em Niagara-on-the-lake, uma cidadezinha que parece construída no Projac, entupida de turistas, muitos canadenses vestidos de bandeira canadense e um hot-dog delicioso. Última parada em Niagara Falls, a cidade fake, parece uma Las Vegas canadense. O que vale é a cachoeira, pegar o barco e chegar pertinho, tomar um banho à força, desembocar numa lojinha - o fim do arco-íris é uma lojinha de presentes, tenho certeza - e depois comer e beber. Num palco ao ar livre, um show com repertório variado - de ACDC a clássicos dos anos 70. As 22h, pontualmente, queima de fogos. Não vou dizer que não é bonito, mas Copacabana no Ano Novo parece - pela televisão - mais atraente. Saldo? Um dia divertidíssimo, tentando me esquivar de 10 mil asiáticos na calçada das cataratas. Me senti no Cairo (ou melhor, na idéia que tenho do Cairo). Indianos, árabes, muitas mulheres muçulmanas, muitos hermanos, muito tudo. Valeu passar o feriado canadense ouvindo eles cantarem o hino e agitarem as bandeirolas.

Meus amigos coreanos

Acho que já tenho as próximas férias garantidas na Ásia. Meus amigos sul-coreanos estão em toda a parte. Chegam a Toronto para estudar por, no mínimo, quatro meses. São tímidos, falam muito baixo, a pronúncia em inglês é sofrível - me explicaram que não tem "f" nem "r" na língua deles - mas eles são muuuuuuuuuuuito gente boa.
Nas aulas da manhã, sento entre Jaimim e Toguin. Na minha frente, Yuna. Logo depois, Hede. Depois, Stella. Jaimin parece um professor de Matemática, Toguin lembra um herói de filme de kung fu, mas os dois me ajudaram muito nos primeiros dias. Toguin ficou orgulhosíssimo hoje porque Yuna o comparou a um ator de cinema coreano. Yuna em sala de aula é uma menina tímida, de óculos pretos e roupas discretas. Mas nos nossos passeios, se transforma em uma bonequinha linda, bem arrumada, pele de porcelana. Stella é a doidinha: cabelo vermelho e encrespado no salão, ri o tempo todo, tem duas bochechas enormes e no segundo dia de aula disse pra turma tomar cuidado comigo, que eu era muito perigoso. Brincadeira do suiço Pascal, meu companheiro de casa, que é amigo da Stella. Ah, o nome verdadeiro da Stella é impronunciavel - ela sabe disso e, como muitos coreanos por aqui, resolveu adotar nomes ocidentes. À tarde, Stella novamente na sala de aula, junto com Jason (tb não consigo falar o nome coreano dele). Já sei muita coisa sobre Seul......

Cléeeeeeeeeeeu!!!!




Quarta-feira foi a festa de boas vindas para os novos alunos. O que esperar de uma noite em um nightclub que toca música brasileira e mexicana e atende pelo nome de Momentos? Eu esperava Jane e Herondy de costas um para o outro cantando, mas eles não vieram. Veio uma horda de jovens de todas as partes do mundo, que entupiu o local a partir das 21h30. No início, o de sempre: rapazes em grupo, de um lado, como predadores sedentos; moças do outro, algumas sabendo que serão a próxima vítima da cadeia alimentar. Bebida cara (US$ 5 a garrafa da cerveja Canadian, da Molson) e fraca. Vídeos hispânicos breguíssimos. Vi beijos entre casais intercontinentais, muita gente bêbada com a primeira garrafinha - muitos deles longe dos pais pela primeira vez, imagina a festa - e diálogos confusos em línguas longe do inglês padrão. O ponto alto (???) foi uma sessão dedicada ao funk carioca. Nunca pensei que viveria o bastante para ver popozudas suíças e tchutchucas sul-coreanas dançando o Créu. Aliás, Cléu, como me disse uma asiática. Mas vi e sobrevivi. A juventude é abençoada!!!!

Parada Gay II - A Missão


Hoje, mais uma volta pelo centro de Toronto. E as bichas continuam saindo dos bueiros em grupos. A cidade está "gayish", como dizem por aqui. Bandeirinha do arco-íris é mato. Os rapazes se beijam na rua mesmo, sem pudores. Tem homos de todo tipo, cor, cabelo, roupa, etc...E Toronto sabe ganhar dinheiro com a Parada Gay. Numa inocente loja de CDs e DVDs (ou cedêijjjj e devedêijjj, como diria a querida Vera Morgado)uma banquinha na porta vendendo perucas coloridas. Lá dentro, uma coleção de bonecas, tipo Barbie, chamada The 80's Ladies. E as ladies eram Barbra Streisand, Deborah Harry (do Blonde) e Cindy Lauper (que faz show amanhã à noite em um evento pré-parada, ao ar livre). Existe coisa mais bicha do que comprar boneca da Barbra Streisand????Do outro lado da rua, rapazes sem camisa em frente a uma boate gay as 16h. O povo já tá esquentando os tamborins! Num shopping, uma ação de marketing da Body Shop incluiu dançarinos tentando imitar Carmem Miranda. O povo parou pra ver.... Bem, domingo eu saio de máquina na mão, como se estivesse indo pra Marquês de Sapucaí.